Checklist de SEO técnico: o que conferir no seu site.
SEO técnico é o conjunto de ajustes que permite ao Google encontrar, ler e entender as páginas de um site. Este checklist organiza a conferência em oito blocos, do rastreamento à segurança, na ordem em que os problemas costumam custar mais caro.
Fundador da Martin Marketing & Design
Em resumo
- O que é: a base que permite ao buscador encontrar, ler e indexar as páginas.
- Por onde começar: por rastreamento e indexação: página que o Google não lê não aparece.
- Ferramenta principal: o Search Console, que é gratuito.
- Com que frequência: uma auditoria completa por semestre e uma olhada mensal nos relatórios.
O que é SEO técnico
O trabalho de SEO se apoia em três frentes. O conteúdo responde ao que as pessoas buscam. A autoridade vem de menções e links de outros sites. E a parte técnica garante que o buscador consiga acessar e entender tudo isso.
Uma comparação ajuda: o conteúdo é o que a loja vende, a autoridade é a reputação dela na cidade, e o SEO técnico é a porta estar aberta e as prateleiras estarem etiquetadas. Com a porta fechada, o resto não importa.
Problemas técnicos são traiçoeiros porque não aparecem para quem visita o site. A página abre normalmente no navegador e, mesmo assim, pode estar invisível para o Google. Por isso a conferência precisa ser feita de propósito.
Como usar este checklist
Você não precisa de ferramentas pagas para a maior parte da lista. Três recursos gratuitos cobrem quase tudo:
- Search Console. Mostra quais páginas estão indexadas, quais têm erro e como o site se sai no celular e em velocidade.
- Inspeção de URL. Dentro do Search Console, mostra como o Google enxerga uma página específica.
- Teste de resultados avançados. Confere se os dados estruturados estão corretos.
Anote o que encontrar em uma planilha simples, com quatro colunas: a página, o problema, a prioridade e quem vai resolver. Sem esse registro, a auditoria vira uma lista de impressões que ninguém executa.
Siga os blocos na ordem. Os primeiros tratam de problemas que impedem a página de aparecer. Os últimos melhoram como ela aparece. Não adianta polir o título de uma página que o Google nem consegue ler.
1. Rastreamento e indexação
Rastrear é o Google visitar a página. Indexar é guardá-la para mostrar nas buscas. Sem os dois, não existe posicionamento.
- O arquivo robots.txt não bloqueia o que importa. Uma linha errada pode esconder o site inteiro. É o erro mais comum depois de uma troca de site.
- Existe um sitemap e ele foi enviado. A lista das páginas, cadastrada no Search Console e atualizada automaticamente.
- Nenhuma página importante está marcada para não indexar. A marcação é útil em páginas de teste, e desastrosa quando esquecida no ar.
- Cada página aponta para a própria versão oficial. A tag canônica evita que o Google trate endereços parecidos como conteúdo duplicado.
- O relatório de páginas do Search Console foi lido. Ele lista o que ficou de fora do índice e o motivo.
- Não há páginas órfãs. Página que não recebe link de nenhuma outra dificilmente é encontrada.
Teste rápido: pesquise no Google o seu domínio precedido de "site:". O número de resultados dá uma ideia do que está indexado. Se for muito menor ou muito maior que o número real de páginas, há algo a investigar.
2. Estrutura do site e endereços
- Os endereços são legíveis. Palavras separadas por hífen, sem códigos, descrevendo o conteúdo da página.
- O site responde em um endereço só. Com e sem "www", com e sem cadeado: todas as variações redirecionam para uma única versão.
- Toda página importante está a poucos cliques da inicial. Quanto mais fundo, menos o Google visita.
- As páginas se ligam entre si. Links internos com texto descritivo, e não "clique aqui".
- Existe trilha de navegação. Ajuda o visitante e mostra a hierarquia ao buscador.
- Endereços antigos redirecionam. Página removida ou renomeada leva ao novo endereço com redirecionamento permanente.
- A página de erro ajuda. Quando o endereço não existe, o site avisa e oferece um caminho de volta.
O segundo item merece atenção. É comum encontrar o mesmo site respondendo em duas ou três versões do endereço, cada uma disputando posição com as outras. No Search Console, isso aparece como a mesma página listada mais de uma vez.
3. Velocidade e experiência
O Google avalia a experiência de carregamento por três medidas, reunidas sob o nome de Core Web Vitals:
| Medida | O que observa | O que costuma atrapalhar |
|---|---|---|
| LCP | Quanto tempo o maior elemento da tela leva para aparecer | Imagens pesadas e servidor lento |
| INP | Quanto tempo a página leva para reagir a um toque ou clique | Excesso de scripts |
| CLS | Quanto os elementos pulam de lugar durante o carregamento | Imagens sem tamanho definido, anúncios e fontes |
O que conferir:
- As imagens estão no tamanho certo. Na dimensão em que aparecem e em formato atual.
- Imagens fora da primeira tela carregam depois. Só quando o visitante chega perto delas.
- Há poucos scripts de terceiros. Cada ferramenta instalada cobra em velocidade.
- As fontes não travam o texto. O conteúdo aparece mesmo antes de a fonte da marca carregar.
- Nada muda de lugar enquanto carrega. Imagens e blocos com espaço reservado.
O relatório de Core Web Vitals do Search Console mostra como as páginas se saem com visitantes reais, separando celular e computador. É mais confiável do que um teste isolado.
4. Celular
O Google usa a versão para celular como base para indexar e posicionar. Se algo existe só no computador, para o buscador é como se não existisse.
- O conteúdo do celular é o mesmo do computador. Textos, links e imagens, sem versões resumidas.
- O texto é legível sem zoom. E os botões têm tamanho e espaço para o dedo.
- Nada cobre a tela na chegada. Janelas que tomam a página inteira prejudicam a experiência e podem prejudicar a posição.
- O menu funciona. Todas as páginas importantes são alcançáveis pelo celular.
Confira no seu próprio telefone, com os dados móveis ligados. É como a maior parte dos seus clientes vai conhecer a empresa.
5. O básico de cada página
- Título único. Cada página com o próprio título, descrevendo o conteúdo, com a busca principal no começo.
- Descrição única. Um resumo que dá motivo para clicar. Não melhora a posição, mas melhora o clique.
- Um H1 por página. O título principal, visível, diferente dos das outras páginas.
- Subtítulos em ordem. H2 para as seções, H3 dentro delas, sem pular níveis.
- Imagens com texto alternativo. Uma descrição curta do que a imagem mostra.
- O texto está no código da página. Conteúdo que só aparece depois de um script rodar pode não ser lido.
O último item cresceu em importância. Sites montados inteiramente no navegador podem parecer completos para o visitante e quase vazios para o buscador. A forma de conferir é a inspeção de URL: ela mostra o que o Google realmente recebeu.
6. Dados estruturados
Dados estruturados são uma camada de informação que diz ao buscador, sem ambiguidade, o que é cada coisa na página: uma empresa, um artigo, um produto, uma pergunta com resposta.
| Tipo | Onde usar | O que informa |
|---|---|---|
| Organização ou negócio local | Página inicial e de contato | Nome, endereço, telefone, horário e redes |
| Artigo | Posts do blog | Título, autor, data e imagem |
| Trilha de navegação | Páginas internas | A posição da página na hierarquia do site |
| Produto ou serviço | Páginas de oferta | Nome, descrição, preço e avaliações |
| Perguntas frequentes | Páginas com seção de dúvidas | Cada pergunta e a resposta correspondente |
A marcação não garante destaque visual no resultado. O Google decide quando mostrar. Mesmo assim, ela ajuda os buscadores e as ferramentas de inteligência artificial a entender e citar o conteúdo corretamente.
Para empresas que atendem uma região, a marcação de negócio local trabalha junto com a ficha no Google. Veja em SEO local e em como otimizar o Perfil da Empresa.
7. Segurança
- O site inteiro usa conexão segura. O cadeado aparece em todas as páginas.
- Não há conteúdo misto. Página segura que carrega imagem ou script por conexão insegura gera aviso no navegador.
- O sistema e os complementos estão atualizados. Site invadido pode ser marcado como perigoso e sumir das buscas.
- Há cópia de segurança. Automática, guardada fora do servidor e testada.
O Search Console tem um relatório específico de problemas de segurança. Vale ativar o aviso por e-mail, para saber no mesmo dia se algo for detectado.
8. Idiomas e regiões
Só vale para sites com mais de um idioma, mas quando vale, é crítico.
- Cada idioma tem os próprios endereços. Uma página para o português, outra para o inglês.
- As versões apontam umas para as outras. A marcação de idioma diz ao Google qual página mostrar em cada país.
- O conteúdo é traduzido de verdade. Tradução automática sem revisão costuma render pouco.
- O visitante consegue trocar de idioma. Sem ser redirecionado à força pela localização.
Ao trocar de site: o checklist da migração
O momento de maior risco para o SEO é a troca de site. Redesenho, mudança de plataforma ou de domínio podem apagar em um dia posições construídas em anos. O que não pode faltar:
- Lista de todos os endereços atuais. Com os que mais recebem visitas e links marcados.
- Mapa de redirecionamento. Cada endereço antigo apontando para o novo equivalente.
- Títulos, descrições e textos preservados. Nas páginas que já têm posição.
- Teste antes de publicar. Em um ambiente fechado, bloqueado para o Google.
- Desbloqueio na publicação. O bloqueio do ambiente de teste não pode ir junto para o site no ar.
- Novo sitemap enviado. No dia da troca.
- Acompanhamento diário nas primeiras semanas. Erros, páginas indexadas e posições.
Alguma oscilação depois da troca é normal. Queda que não se recupera em algumas semanas quase sempre vem de um redirecionamento esquecido ou de um bloqueio que ficou.
O que corrigir primeiro
| Prioridade | Tipo de problema | Exemplo |
|---|---|---|
| Urgente | Impede a página de aparecer | Bloqueio no robots.txt, marcação para não indexar |
| Alta | Divide ou desperdiça a força do site | Endereços duplicados, redirecionamentos quebrados |
| Média | Piora a experiência | Página lenta, elementos que pulam, problemas no celular |
| Baixa | Refina o resultado | Descrições, dados estruturados opcionais |
Ferramentas de auditoria costumam listar centenas de avisos com o mesmo peso. A tabela ajuda a não gastar uma semana no que é detalhe enquanto um bloqueio impede o site de aparecer.
Perguntas frequentes
Não. Ele remove os obstáculos, mas quem conquista a posição é o conteúdo que responde à busca e a autoridade do site. Pense no técnico como condição necessária: sem ele o resto não rende, e só com ele também não.
Para conferir, não. O Search Console mostra a maior parte dos problemas em linguagem acessível. Para corrigir, depende: ajustes de título e descrição são feitos no painel do site, enquanto velocidade, redirecionamentos e dados estruturados costumam pedir um desenvolvedor.
Uma auditoria completa a cada seis meses é suficiente para a maioria dos sites. Além disso, vale conferir os relatórios do Search Console uma vez por mês e refazer a auditoria sempre que houver mudança grande, como troca de tema ou de plataforma.
Conteúdo. Uma página rápida que não responde à busca não se posiciona. A velocidade funciona como critério de desempate e como fator de conversão: entre duas páginas igualmente úteis, a mais rápida tende a levar vantagem e a reter mais visitantes.
Só quando a migração é mal feita. Com os endereços antigos redirecionados, os conteúdos preservados e o acompanhamento nas primeiras semanas, a tendência é manter as posições e, com um site mais rápido, até melhorar.
Conclusão
SEO técnico não é a parte mais visível do trabalho, e é a que sustenta todas as outras. Com rastreamento livre, endereços organizados, páginas rápidas e informação bem marcada, o conteúdo tem a chance de aparecer.
Use o checklist a cada semestre e sempre antes de uma troca de site. Se quiser essa conferência feita por quem faz isso todo mês, conheça a consultoria de SEO da Martin.